Por Gabriel Fabri
Foi tudo tão corrido que mal deu pra pensar em vir contar nesse espaço as aventuras dos últimos dias da viagem. Depois de presenciar confusão no Congresso, ser barrado no Senado, ouvir vários jornalistas experientes e ainda visitar o Palácio do Planalto, muita coisa ainda tinha para acontecer. Mas venho aqui com a alegria de dizer que a missão foi cumprida, e foi tão divertido e trabalhoso como imaginava.
Na quarta-feira, visitamos o Palácio do Alvorada e o Palácio do Jaburu. O que vale a pena ressaltar aqui é a conversa que tivemos o jornalista Felipe Recondo, dono do site de notícias jurídicas JOTA. Até pouco tempo atrás, Felipe cobria o Supremo Tribunal Federal pelo Estadão e chegou a virar notícia em um episódio com o ex-ministro Joaquim Barbosa. O legal da conversa é que na faculdade nunca temos contato com jornalistas que cobrem o poder judiciário. Então, tudo o que Recondo falou foi um mundo novo no jornalismo, com as suas dinâmicas próprias. 100% de aproveitamento.
A quinta-feira foi o dia mais agitado, afinal, foi quando finalmente começou de fato a apuração da minha matéria. Calhou das minhas fontes só poderem me atender nessa data. Então, após se assustar com o cantor Lobão hospedado no mesmo andar do hotel que você e uma breve visita na Catedral da cidade, peguei um táxi rumo ao IPEA, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas. Lá, aconteceu a entrevista com o cientista político Antonio Lassance, que escreve no site Carta Maior.
Em seguida, acompanhei uma amiga em uma visita ao Congresso, em busca de fontes para a matéria dela. Mas fiquei pouco tempo lá, afinal, tinha entrevista marcada com a jornalista do Intervozes Bia Barbosa. Uma hora de conversa muito proveitosa.
Por fim, a experiência mais marcante da viagem. Fui entrevistar o Senador do Paraná Roberto Requião, do PMDB, em seu gabinete.Chegando lá, perguntaram se eu escreveria a matéria pro jornal do Grêmio da escolinha. Fiquei sem graça, mas encarei como um elogio. O problema foi mesmo na hora da entrevista, quando o Senador me recebe com a seguinte pergunta: "e o que eu posso te falar sobre regulação da mídia que eu já não falei?". Não tinha um pingo de nervosismo até aquele momento (afinal, eu já havia feito muitas entrevistas como aquela, inclusive com políticos mais conhecidos, como o Genoíno do PT), mas a pergunta me desarmou. Requião é um sujeito simpático, mas que impõe presença. Digamos que, se em entrevistas normais a gente começa nervoso e vai se soltando, naquela eu comecei tranquilão e terminei querendo dar o fora da sala o mais rápido possível. Mas foi divertido e consegui um material muito interessante.
Depois da entrevista do Requião, começou a loucura para escrever a reportagem, que devo disponibilizar para vocês em breve, Muito material legal coletado para pouco tempo para escrever e entregar o texto. Mas deu tudo certo no final, e a matéria ficou bem legal.
Nesse meio tempo, fiz outra entrevista, com o diretor do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar); visitamos o Supremo Tribunal Federal e fizemos um passeio de barco pelo lago Paranoá, para encerrar a viagem com chave de ouro. O resto foi trabalho trabalho trabalho comida trabalho comida comida trabalho trabalho trabalho.
Obrigado a todas as meninas que me acompanharam nessa viagem maravilhosa e a Claudia Rossi por nos proporcionar mais uma aventura jornalística inesquecível :)


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